terça-feira, 22 de novembro de 2011

Tá, Ana!

Dez anos a menos ou dez a mais:
Almejo impossível, de mera gana.
Diferença, para você, mordaz:
Anti-ordem, anti-moral, anti-urbana!

Eu enfrento a vida de maneira audaz.
Você pode ser baixa, alta, cigana:
Se minha hombridade lhe for capaz,
Nada me impede que sejais minha, Ana,

Salvo você mesma, fechada a mim...
Você que se encanta, mas não se entrega,
E cava na alma um rápido fim.

É bom você esgotar logo esse regra;
É bom não me deixar sozinho, assim,
Ou, atenção!, a vida uma peça lhe prega...

Daniel Araujo

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