O cenário é um mundo pós-apocalíptico. Ao contrário do que muitos poderiam esperar, não foi o fogo quem o devastou: foi a água. O jovem (não deve ter mais que 14 anos) caminha longas distâncias para se afastar do excesso de água e das criaturas que nela habitam.
Piscinas de água fervente.
Piscinas de água ácida.
Piscinas de água congelada.
Em todas, animais com potencial letal.
Com cuidado e sorte, após vários dias enfrentando desafios e com ajuda de golfinhos, o jovem chega a um navio gigantesco. A bordo, ganha espaço entre a tripulação e decide ali ficar até aportarem em um lugar qualquer, onde continuaria sua jornada pelas terras alagadas.
A natureza lhe chama.
Ele decide urinar.
No banheiro, esvazia sua bexiga e, assim que do cubículo sai, sente vontade de ir ao banheiro novamente.
Ele reflete sobre aquela estranheza e todo aquele mundo lhe parece fazer súbito sentido. “O segredo é mijar duas vezes”, diz a si mesmo.
Acordei.
Fui ao banheiro.
Voltei para a cama.
Uma vez no sonho, outra vez na vida real.
“O segredo é mijar duas vezes”, disse a mim mesmo.
Dormi instantaneamente.
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